Vozes de consciência e resistência na era de Trump e Pence

Reproduzimos aqui excertos de uma lista de vozes de consciência e resistência contra Donald Trump e o seu novo governo norte-americano. Esta lista foi publicada originalmente na edição n.º 465, de 14 de novembro de 2016, do jornal Revolution/Revolución, voz do Partido Comunista Revolucionário, EUA, e é atualizada regularmente (http://revcom.us/a/465/other-voices-on-trump-resistance-en.html em inglês e http://revcom.us/a/466/otras-voces-sobre-trump-y-la-resistencia-es.html em castelhano).

Veja também o sítio da organização Recusar o Fascismo que lançou um “Apelo à Ação”, disponível em RefuseFascism.org. Entre os signatários deste apelo estão:

Imam Aiyub Abdul-Baki, do Comité de Justiça do Conselho de Liderança Islâmica de Nova Iorque; Ed Asner, ator; Bill Ayers, ativista e docente; Charles Burnett, realizador de cinema; Isabel Cardenas, ativista salvadorenho-americana; Margaret Cho, comediante e atriz; Chuck D, rapper e autor; Joe Dante, realizador de cinema; Carl Dix, do Partido Comunista Revolucionário, EUA; Alex Ebert, músico; Niles Eldredge, biólogo evolucionário; Eve Ensler, dramaturga; Merrill Garbus, membro fundador da banda tUnE-yArDs; Pastor Gregg L. Greer, da Organização Internacional A Liberdade Primeiro, SCLC; Lalah Hathaway, cantora; Marc Lamont Hill, comentador da CNN e professor na Universidade de Morehouse; Chase Iron Eyes, da Tribo Sioux Standing Rock; Evelyn Fox Keller, Professora Emérita de História e Filosofia da Ciência no MIT; Robin D. G. Kelley, Professora Gary B. Nash de História Americana na UCLA; Wayne Kramer, músico; John Landis, realizador de cinema; Vic Mensa, rapper; Debra Messing, atriz; jessica Care moore, poeta; Thurston Moore, cantor, compositor e violonista da banda Sonic Youth; PZ Myers, biólogo do desenvolvimento evolutivo; Rosie O'Donnell, comediante e atriz; Arturo O'Farrill, compositor e músico; Michelle Phillips, músico; Milton Saier, PhD e Professor de Biologia Molecular na UCSD; Yusef Salaam, um dos “5 do Central Park”; Michael Shannon, ator; Danny Simmons, artista visual; David Strathairn, ator; Alice Walker, autora; Cornel West, escritor e professor; Saul Williams, poeta e artista. (As organizações e instituições estão listadas apenas para identificação dos signatários)

 

Veja também os vídeos e as declarações dos iniciadores e de outras pessoas sobre a importância da organização Recusar o Fascismo (em inglês ou em castelhano)

Atualizado a 9 de janeiro de 2017

Nota da redação do Revolution/Revolución: Importantes vozes estão a denunciar as sinistras implicações de uma presidência de Trump, de muitos e diferentes pontos de vista. E a desafiar as pessoas a enfrentarem o que isso significa, e a resistirem.

 

Vozes de Consciência colocadas nesta página (clique para as ler ou ver):

Shaun King: “Um dos homens mais desonestos à face da Terra está prestes a tornar-se no nosso dirigente”

A coluna de segunda-feira, 9 de janeiro, de Shaun King no jornal New York Daily News tinha o título “Os norte-americanos têm de desmascarar as mentiras de Trump, não de ficarem tão habituados a elas que fiquemos insensíveis à desonestidade dele”. King escreveu, em parte:

Ontem à noite, Meryl Streep, num discurso de aceitação do prémio por toda uma vida de sucessos que obteve nos Globos de Ouro, recordou à audiência que o nosso futuro Presidente já troçou abertamente de um jornalista com uma deficiência físico do palco de um comício. (...) Ultrajantemente, Trump disse agora que não tem nenhuma memória de alguma vez se ter encontrado com Kovaleski e que não sabia da deficiência dele, mas isso é mais uma mentira ultrajante. Ele não se encontrou com Kovaleski uma ou duas vezes. Ele não se encontrou com ele três ou quatro vezes, nem sequer meia dúzia de vezes, encontrou-se com Kovaleski pelo menos uma dúzia de vezes ao longo dos anos. Eles encontraram-se no escritório de Trump, em eventos e em conferências de imprensa. Eles eram tão próximos que Kovaleski chegou a dizer que “durante anos se trataram pelo primeiro nome”.

Para se defender de Streep que nos lembrou do que ele fez, Trump está a mentir sobre as mentiras dele com mais mentiras. As mentiras dele têm tantas camadas que frequentemente parece que ele próprio se perde e simplesmente não consegue manter o passo. (...)

O nosso futuro Presidente dos Estados Unidos é um mentiroso. Ele diz mentiras com frequência. Ele mente muito mais frequentemente do que diz a verdade. Temos de o desmascarar quanto a isto. Não devemos ficar insensíveis às mentiras dele. Não devemos ficar tão habituados a elas que as consideremos normais.

Um dos homens mais desonestos à face da Terra está prestes a tornar-se no nosso dirigente. Eu estaria a mentir se dissesse que não estou profundamente preocupado com o que aí vem.

Leia aqui o artigo completo de Shaun King (em inglês).

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Meryl Streep na cerimónia de entrega dos Prémios Globos de Ouro fala sobre Trump: “Quando os poderosos usam a posição deles para intimidar outros, todos perdemos”

Na noite de domingo, 8 de janeiro, Meryl Streep recebeu o Prémio Cecil B. DeMille, um Globo de Ouro honorário atribuído pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood por “destacadas contribuições para o mundo do entretenimento”. Ao aceitar o prémio, ela disse, em parte:

A única função de um ator é entrar nas vidas das pessoas que são diferentes de nós e fazer com que sintamos o que elas sentem. E este ano houve muitas, muitas, muitas atuações poderosas que fizeram exatamente isso – um empolgante trabalho atencioso. Mas este ano houve uma atuação que me deixou atónita. Que cravou as suas garras no meu coração. Não por ter sido boa. Não havia nada de bom nela. Mas foi efetiva e cumpriu a sua função. Fez rir a audiência que pretendia e fez com que ela mostrasse os dentes. Foi um momento daqueles em que uma pessoa que estava a pedir para se sentar na cadeira mais respeitada do nosso país imitou um jornalista deficiente, alguém que ele transcendia em privilégio, poder e capacidade de se defender. Isto como que despedaçou o meu coração ao vê-lo e ainda não consigo tirar isto da minha cabeça porque não foi num filme. Foi na vida real. E este instinto para humilhar, quando é modelado por alguém numa plataforma pública, por alguém poderoso, infiltra-se na vida de toda a gente porque como que autoriza outras pessoas a fazerem o mesmo. O desrespeito atrai o desrespeito. A violência incita à violência. Quando os poderosos usam a posição deles para intimidarem outros, todos perdemos.

Veja aqui o discurso de aceitação de Meryl Streep (em inglês):


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Issa Rae, atriz: “A parte mais assustadora é o quão normal se está a tornar para algumas pessoas”

Issa Rae é a estrela da série da HBO Insecure. Na noite de domingo, 9 de janeiro, na passadeira vermelha dos prémios Globos de Ouro em Los Angeles, perguntaram-lhe o que pensava sobre Trump. Rae disse:

De cada vez que vejo uma mensagem daquele homem no Twitter, de cada vez que vejo o governo que ele está a criar, só fica cada vez pior e pior. E a parte mais assustadora para mim é o quão normal se está a tornar para algumas pessoas. E penso que só temos de continuar a desmascarar as coisas, é como se não pudesse ser, estás a mentir, não pode ser, não é verdade, não pode ser, isso não funciona dessa maneira. Desde que não continuemos a deixá-lo deslizar, então poderá haver alguma esperança, mas é assustador.

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Debra Messing, atriz: “É um regime que irá retirar os direitos a milhões de pessoas...”

Debra Messing, mais conhecida pelo papel dela como estrela na série de comédia televisiva Will e Grace, colocou uma mensagem no Twitter a 18 de dezembro:

Este é um regime que irá retirar os direitos a milhões de pessoas. Ameaça as vidas de milhões de pessoas. E ameaça o planeta. #NOFASCISTUSA

Messing é uma das signatárias do “Apelo à Ação” da RefuseFascism.org. Na quarta-feira, 4 de janeiro, quando o Apelo apareceu numa página inteira do jornal New York Times, ela colocou no Twitter uma fotografia dessa página do Times com a hashtag [etiqueta] #NoFascistUSA e uma ligação para a RefuseFascism.org.

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Jello Biafra sobre Trump: “Aquilo a que estamos aqui a assistir é o Jim Crow 2.0”

Jello Biafra é o ex-cantor principal da banda Dead Kennedys, conhecida por canções como “California Über Alles” e “Nazi Punks Fuck Off”. Numa recente entrevista na revista Rolling Stone, ele disse:

Tão ridículas quanto tenham sido as campanhas de Rick Perry para governador do Texas e outras campanhas [presidenciais], ele também é muito perigoso. Inicialmente andavam a dizer que ia ser Secretário da Agricultura, mas depois subitamente era Secretário da Energia. Esse tipo é agora responsável pelas nossas armas nucleares e ao mesmo tempo faz parte de um culto fundamentalista cristão do dia do juízo final. (...) Era basicamente mais um culto como o que Sarah e Todd Palin prescreveram, cujo único quadro mental era “Jesus chegará em breve, e para acelerar isso devemos desperdiçar todos os últimos recursos naturais e cortar todas as árvores que pudermos já, porque Jesus está a regressar novamente. Não há problema em aumentar ainda mais os deficits orçamentais, porque Jesus ama os Estados Unidos, ele vai repor o dinheiro.” (...)

As pessoas andam enlouquecidas por Trump ter nomeado o dirigente da Exxon para Secretário de Estado, e o tipo é tão próximo e íntimo de Putin – bem, há um outro lado de Rex Tillerson que eu espero que as pessoas também venham a destacar. Ele é aquele que, quando era dirigente da Exxon, acabou por admitir que as alterações climáticas existiam, mas depois disse que a humanidade se irá adaptar e portanto não é um grande problema. (...)

Aquilo a que estamos aqui a assistir é o Jim Crow 2.0 [as leis de segregação racial que vigoraram nos EUA até 1965, em 2ª versão], e vai ser ainda mais hardcore nas eleições de 2018, para impedir que qualquer pessoa com consciência possa votar. Vejam quem vai ser o novo Procurador-Geral, o mesmo sujeito que nos anos 1980 disse que pensava que as pessoas do Ku Klux Klan eram boas pessoas, “até ter visto algumas delas a fumar marijuana.”

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Philip Elliot, editor de uma revista literária: “O fascismo está a crescer. Não só nos EUA. mas também na Europa”

Philip Elliot é o editor-chefe da Into The Void, uma revista literária impressa e digital baseada em Dublin, Irlanda, “dedicada a fornecer ficção fantástica, não-ficção, poesia e arte visual de todo o mundo”. Numa recente mesa redonda com vários editores, o jornal online The Review Review fez a pergunta: “Que impacto irá ter uma presidência Trump nas revistas literárias?” Elliot respondeu:

O fascismo está a crescer. Não só nos EUA, mas também na Europa. No Ocidente estamos a viver circunstâncias semelhantes às que conduziram à sua ascensão há um século e agora a roda deu novamente a volta. As pessoas, especialmente porque eu moro na Irlanda, dizem-me que estou a exagerar isto; isso é apenas mais política, tudo irá passar, etc. Elas não estão a ver o quadro geral. O que foi aqui colocado em movimento, catalisado pela eleição mas emergindo de um sentimento mais complexo de descontentamento e medo, é a maior ameaça às nossas sociedades recém-progressistas que alguma vez vimos. Mais que qualquer outra coisa, o meu medo é que nós, como artistas e curadores de arte, venhamos a permitir que a nossa maneira de pensar se torne numa atitude “é apenas política, irá passar logo”. Temo que, porque nada de terrível irá acontecer de imediato, iremos normalizar todo este caso e aceitar isto. O que as pessoas esquecem é que Hitler começou a lenta ascensão dele ao poder absoluto em 1918. Coisas más estão a chegar, isso é certo, mas elas chegarão lentamente, e chegarão sob o disfarce de coisas boas. Como escritores, para vivermos, nós perscrutamos debaixo das máscaras das coisas e essa capacidade é agora mais importante que nunca. O dever da arte de criticar as coisas más e proteger as boas é infinitamente mais importante em tempos de escuridão. Recorda-nos do que podemos ser. E também tem de nos recordar do mal terrível que já fizemos. Porque se verdadeiramente nos lembrássemos, como é que poderíamos ter deixado isto acontecer de novo? Na Into the Void, iremos prestar muita atenção nos próximos meses e anos a obras que critiquem as ações dos nossos supostos dirigentes.

Os comentários de Elliot e outros podem ser encontrados aqui (em inglês).

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Cornell William Brooks: A NAACP opõe-se à nomeação de Jeff Sessions, “física, espiritual e moralmente, encorajando à desobediência civil”

Cornell William Brooks, presidente e CEO da NAACP [Associação Norte-Americana Para o Avanço das Pessoas de Cor], e cinco outros líderes dos direitos civis foram detidos a 3 de janeiro depois de terem feito um protesto pacífico no escritório de Jeff Sessions em Washington, DC, exigindo a retirada da nomeação dele por Trump para Procurador-Geral. Numa entrevista dada a 5 de janeiro ao programa Democracy Now, Brooks disse:

As nossas objeções são, fundamentalmente, que o senador Sessions representa um tipo de visão sombria e distópica das liberdades civis e dos direitos civis norte-americanos. E por isso as nossas objeções são pelo menos três, a primeira das quais é que ele tem demonstrado uma falta de vontade em reconhecer a realidade da supressão de eleitores que temos visto de uma ponta do país à outra, tal como foi atestado na decisão do Tribunal do 4º Circuito que confirmou a supressão de eleitores na Carolina do Norte, na decisão do Tribunal do 5º Circuito que confirmou a supressão de eleitores no Texas. Ele não reconheceu a realidade disto, e certamente não reconheceu a realidade da supressão de eleitores no próprio estado dele. (...)

Em termos de direitos de imigração, ele é um dos senadores mais conservadores, ultraconservadores e extremistas em termos da oposição dele a uma reforma inclusiva da imigração. Além disso, ele exprimiu uma abertura à proibição da imigração de uma religião global, nomeadamente o Islão, que de nenhuma maneira, formato, moda ou forma pode ser enquadrada na Constituição dos EUA.

[A objeção] numero três, os pontos de vista dele sobre a reforma da justiça criminal estão em total contraste tanto com os governadores dos estados vermelhos como dos estados azuis [republicanos e democratas]. Por outras palavras, ele defende a lei e ordem em termos nixonianos e draconianos, num momento em que temos mais de 2 milhões de norte-americanos atrás de barras, 65 milhões de norte-americanos com antecedentes penais, um milhão de pais atrás de barras. (...)

Brooks disse que a NAACP se “opõe sem arrependimentos” a Sessions e está a apelar a protestos de desobediência civil:

A comissão diretiva da NAACP votou para se opor a esta nomeação. E estamos a fazer isto não só como questão de política, estamos a fazer isto física, espiritual e moralmente, encorajando à desobediência civil – ou seja, colocando-nos na tradição de Mohandas K. Gandhi, Martin Luther King e Rosa Parks, colocando-nos nessa tradição através de protestos pacíficos. E assim, entendemos que as probabilidades podem ser difíceis, mas nós, enquanto NAACP, não medimos a nossa oposição de princípio a um candidato com base em hipóteses e probabilidades, mas antes na retidão da causa. (...)

Leia aqui a entrevista completa (em inglês).

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Petição contra o empréstimo de uma obra de arte de um museu para a tomada de posse: “Objetamos (...) a um endosso implícito da presidência de Trump”

Quando o Museu de Arte de St. Louis anunciou que ia disponibilizar para empréstimo uma obra de arte da sua coleção, para servir de peça central do almoço da tomada de posse de Trump, a historiadora de arte Ivy Cooper e a artista Ilene Berman iniciaram uma petição online a apelar ao cancelamento do empréstimo. De acordo com a petição, a pintura de 1855 “O Veredicto do Povo”, de George Caleb Bingham, “descreve as eleições numa pequena cidade do Missouri e simboliza o processo democrático nos Estados Unidos em meados do século XIX”. A petição continua dizendo:

Objetamos ao uso da pintura como pano de fundo da tomada de posse e como endosso implícito da presidência de Trump e dos valores por ele expressos de ódio, misoginia, racismo e xenofobia. Rejeitamos o uso da pintura para sugerir que a eleição de Trump foi verdadeiramente o “veredicto do povo”, quando de facto a maioria dos votos – por uma margem de mais de três milhões – foram atribuídos à oponente de Trump. Finalmente, consideramos que a pintura é uma representação da nossa comunidade, e opomo-nos à sua utilização como tal na tomada de posse.

A arte pode ser usada para fazer poderosas declarações. A sua remoção pode fazer o mesmo. Junta-te a nós na nossa campanha.

Até 6 de janeiro, perto de 2700 pessoas tinham assinado a petição que está disponível aqui (em inglês).

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Rafael Jesús González, poeta e professor de literatura: “Chegou o pleno fascismo norte-americano.”

Rafael Jesús González, poeta e Professor Emérito de Escrita Criativa e Literatura, ensinou na Universidade do Oregon, na Universidade Estadual do Oeste do Colorado, na Universidade Estadual Central de Washington, na Universidade do Texas em El Paso e na Universidade de Laney em Oakland, Califórnia, onde fundou o Departamento de Estudos Mexicanos e Latino-Americanos. Na véspera do ano novo, González escreveu no blogue dele sobre Donald Trump:

Será que irei repetir a litania das falhas dele – a sua misoginia, o seu racismo, a sua homofobia, o seu fanatismo, a sua profunda ignorância? A sua análise, a sua descrição, o seu julgamento de tudo não vai além de superlativos banais; ele não sabe nada de ideias, muito menos de política, nem ponta de ciência. “Sou um empresário”, diz ele orgulhosamente, como se isso justificasse todas as suas intrigas, a sua desonestidade, os seus furtos. Se duvidamos disto, ele tem os bilhões dele para o provar. E assim o império obtém agora o seu próprio Calígula doméstico. Sociopata megalómano, ele também pode vir a declarar-se divino. É verdade, já antes fomos governados por criminosos (poder-se-á governar um império e não se ser criminoso?), mas isto é um caso à parte.

É a crueldade que eu temo, a absoluta insensibilidade face ao sofrimento, a vontade, não, a intenção de causar sofrimento e dor. Nem a compaixão nem a justiça são marcas dos 1% e do Partido Republicano que ele representa e que o trouxe ao poder. (Ser um Democrata não é nenhuma garantia de decência, mas parece que um Republicano decente é um oximoro.) Com o controlo Republicano do Congresso, do Supremo Tribunal, e do poder executivo (o Governo proposto lê-se como um lista de desejos hitleriana), chegou o pleno fascismo norte-americano, um fascismo preparado para destruir a própria Terra por causa da riqueza e do poder. Pode isto ser chamado qualquer outra coisa que não loucura?

Ele também escreveu:

A democracia, uma vez perdida, é muito difícil de restabelecer. A nossa resistência deve ser imediata e esmagadora, o nosso amor feroz, a nossa alegria protegida. As nossas casas, os nossos bairros e as nossas cidades devem ser transformados em bastiões de justiça, de refúgio. As nossas escolas santuários de liberdade de pensamento e investigação, as nossas igrejas vozes pela justiça enraizada na compaixão. Muito nos é exigido e grande pode ser o sacrifício, mas se todos nós partilharmos isto, será muito, muito menor. Saíamos para as ruas e espaços públicos vestidos com as nossas cores mais joviais, fazendo música com os nossos tambores e flautas, arrastando os nossos pianos para fora das nossas portas se tivermos de o fazer, dançando, cantando, gritando, transformando toda a nossa arte em protesto e celebração – e transformando os nossos espaços em verdadeiramente nossos.

Leia o artigo completo de Rafael Jesús González, intitulado “Pensamentos para o último dia do ano de 2016”, disponível aqui em inglês e espanhol.

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Neveragain.tech: “Recusamo-nos a facilitar as deportações em massa de pessoas que o governo considera indesejáveis”

A 13 de dezembro, um grupo de pessoas que trabalham em organizações e empresas tecnológicas com sede nos EUA publicou uma poderosa declaração em que se compromete a “solidariedade com os norte-americanos muçulmanos, os imigrantes e todas as pessoas cujas vidas e sustentos estão ameaçados pelas políticas de recolha de dados propostas pelo novo governo.” Dizem que se recusam a criar bases de dados de pessoas com base nas convicções religiosas delas e a facilitar as deportações em massa. A declaração deles também foi em desafio aos executivos de topo de grandes empresas tecnológicas como a Amazon, a Apple, o Facebook, a Tesla e a Alphabet (Google), que um dia antes se tinham reunido com Trump, contribuindo assim para os esforços para normalizar o fascismo.

A declaração diz: “Informámo-nos sobre a história de ameaças como estas e sobre o papel que a tecnologia e os tecnólogos desempenharam para as levar a cabo. Vimos como a IBM colaborou na digitalização e facilitação do Holocausto, contribuindo para a morte de seis milhões de judeus e de milhões de outras pessoas. Recordámos o internamento de norte-americanos de origem japonesa durante a II Guerra Mundial. Reconhecemos que as deportações em massa precipitaram a própria atrocidade em que a palavra genocídio foi criada para descrever: o assassinato de 1,5 milhões de arménios na Turquia. Reconhecemos que os genocídios não são apenas uma relíquia de um passado distante – entre outros, os tutsis do Ruanda e os muçulmanos da Bósnia foram vítimas durante as nossas vidas.”

“Hoje erguemo-nos para dizer unidos: não enquanto estivermos a ver, e nunca mais.”

Até à noite de 14 de dezembro, a declaração já tinha perto de 800 signatários. A declaração e outros recursos estão disponíveis aqui (em inglês).

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500 mulheres cientistas: “Rejeitamos a odiosa retórica a que foi dada voz durante as eleições presidenciais norte-americanas...”

Uma carta online de um grupo de mulheres cientistas contra os ataques de Trump à ciência e contra o odioso veneno dele dirigido a diferentes setores da população tinha reunido, até à data de 23 de dezembro, mais de 11 mil assinaturas de todo o mundo. Num artigo publicado pela revista Scientific American, a ecologista Kelly Ramirez disse que, depois da vitória de Trump-Pence, ela e um pequeno grupo de amigas cientistas começaram a discutir “como podemos passar à ação?” A 17 de novembro, publicaram a carta delas com as assinaturas de 500 mulheres cientistas.

A carta começa assim: “A ciência é fundacional numa sociedade progressista, fomenta a inovação e toca as vidas de todas as pessoas neste planeta. Os sentimentos anti-conhecimento e anti-ciência repetidamente expressos durante as eleições presidenciais norte-americanas ameaçam as próprias fundações da nossa sociedade. O nosso trabalho como cientistas e os nossos valores como seres humanos estão sob ataque. Tememos que o progresso e o impulso científicos para lidar com os nossos maiores desafios, incluindo a eliminação dos piores impactos das alterações climáticas, venham a ser severamente dificultados com este próximo governo norte-americano. O nosso planeta não pode permitir-se a perder nenhum tempo.”

“Nesta nova era de anti-ciência e desinformação, nós, enquanto mulheres cientistas, reafirmamos o nosso compromisso em construir uma sociedade mais inclusiva e um empreendimento científico. Rejeitamos a odiosa retórica a que foi dada voz durante as eleições presidenciais norte-americanas, que visou grupos minoritários, as mulheres, os LGBTQIA [lésbicas, homossexuais, bissexuais, transgéneros, excêntricos sexuais, intersexuais, assexuais], os imigrantes e as pessoas com deficiências e que tentou desacreditar o papel da ciência na nossa sociedade. Muitas de nós sentimo-nos pessoalmente ameaçadas por esta retórica divisora e destrutiva e virámo-nos umas para as outras à procura de compreensão, força e um caminho em frente. Somos membros de grupos minoritários raciais, étnicos e religiosos. Somos imigrantes. Somos pessoas com deficiências. Somos LGBTQIA. Somos cientistas. Somos mulheres.”

A carta esboça várias ações que as signatárias se comprometem a levar a cabo “para aumentar a diversidade na ciência e noutras disciplinas”. O texto completo da carta (disponível em inglês, espanhol, português, alemão, francês, holandês e farsi), a lista de signatárias e outra informação relacionada estão disponíveis online aqui.

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Corpo docente do MIT: “O Presidente-eleito nomeou para posições de poder indivíduos que chegaram a endossar o racismo, a misoginia e o fanatismo religioso e a negar o consenso científico generalizado sobre as alterações climáticas.”

Mais de 500 membros do corpo docente do Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT) emitiram um comunicado de oposição às nomeações oficiais de Trump e “defendendo o valor da ciência e da diversidade”. Entre os signatários estão membros de todos os departamentos académicos do MIT, os coordenadores de nove departamentos e programas e quatro Prémios Nobel. Entre os signatários notáveis até à data estão Susan Solomon, co-presidente do Painel Intergovernamental Sobre as Alterações Climáticas, um painel galardoado com um Prémio Nobel; Tim Berners-Lee, inventor da WWW (World Wide Web, a internet); Noam Chomsky, Professor Emérito do Instituto; Joichi Ito, Diretor do Media Lab (Laboratório Mediático) do MIT; e Junot Díaz, autor galardoado com um Prémio Pulitzer.

Isto é um importante desenvolvimento, e este tipo de tomada de posição precisa de se propagar a outras universidades e a toda a comunidade académica, à medida que as pessoas veem com mais clareza a verdadeira natureza fascista de Trump e do novo regime. Leia aqui o comunicado do corpo docente do MIT (em inglês).

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Shaun King: “Não, não devemos esperar para ver o que faz um governo de Trump. Devemos organizar a nossa resistência desde já”.

O colunista Shaun King, do New York Daily News, escreveu: “Neste momento, em nome de uma transição pacífica, o Presidente Obama e Hillary Clinton estão a exprimir-se num tom conciliatório. Eu compreendo que esse tom é uma tradição na política norte-americana, mas tudo sobre Donald Trump e estas eleições rompe com a tradição. O Presidente Obama pode sentir-se obrigado a se exprimir nesse tom, mas eu não tenho essa obrigação. Talvez o Presidente Obama sinta que ao se exprimir nesse tom torna mais provável que Donald Trump venha a ser mais moderado depois da sua tomada de posse. Não acredito nisso nem por um segundo.”

A coluna dele conclui com: “Não podemos esperar até ele fazer essas coisas antes de agirmos contra ele. Temos de ser mais inteligentes e melhor organizados que a equipa dele. Imploro-vos que ignorem qualquer pessoa que diga qualquer coisa diferente disto. Elas estiveram erradas durante todo o ano. Temos de agir e temos de o fazer desde já.”

Leia aqui o artigo de Shaun King (em inglês).

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A banda Green Day nos Prémios da Música Norte-Americana, a 20 de novembro: NÃO A TRUMP! NÃO AO KKK! NÃO A UNS ESTADOS UNIDOS FASCISTAS!

Durante a transmissão ao vivo pela televisão dos American Music Awards [Prémios da Música Norte-Americana] na noite de domingo, 20 de novembro, a banda punk rock Green Day lançou uma desafiante condenação de Donald Trump. A meio da música “Bang Bang”, do mais recente álbum deles, Revolution Radio, a banda, liderada pelo cantor Billie Joe Armstrong, começou a gritar:

“Não a Trump! Não ao KKK! Não a uns Estados Unidos fascistas!”

Os responsáveis pelo canal televisivo ABC foram apanhados “completamente desprevenidos”. A audiência deu aos Green Day uma ovação em pé.

Este é o tipo de denúncia de Trump ousada e reveladora da verdade – desmascarando o que ele de facto representa – de que precisamos muito mais neste preciso momento!

Veja um vídeo aqui:


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O cientista Lawrence M. Krauss escreve sobre “A guerra de Donald Trump contra a ciência”

Lawrence M. Krauss é um físico teórico e cosmólogo que é Professor de Fundação da Faculdade da Terra e da Exploração do Espaço na Universidade Estadual do Arizona e diretor do seu Projeto Origens. Foi um dos produtores do documentário The Unbelievers [Os Que Não Creem] que promove uma visão científica do mundo. Um artigo de Krauss apareceu na edição de 13 de dezembro da revista The New Yorker, intitulado “A Guerra de Donald Trump Contra a Ciência.” Nesse artigo, Krauss diz:

O primeiro sinal das intenções de Trump de propagar mentiras sobre a realidade empírica, ao estilo de “1984”, foi, claro, a nomeação de Steve Bannon, ex-presidente executivo da rede noticiosa Breitbart News Network, como “conselheiro e estratega sénior” de Trump. Este ano, a Breitbart divulgou histórias com títulos como “1001 razões para o aquecimento global já não ser importante em 2016”, apesar do facto de 2016 estar agora esmagadoramente a caminho de ser o ano mais quente registado, ultrapassando 2015, que ultrapassou 2014, que ultrapassou 2013. Tais histórias fazem mais que propagar desinformação. O objetivo delas é a criação de uma realidade alternativa – uma realidade em que as provas científicas são uma farsa – para que a hipérbole e a infusão do medo possam dividir e conquistar o público.

Bannon não é o único propagandista no novo governo: Myron Ebell, que encabeça a equipa de transição na Agência de Proteção Ambiental [EPA na sigla em inglês], é outro. Antes, como diretor do Instituto das Empresas Competitivas, ele trabalhou para derrotar uma lei sobre o comércio de emissões de dióxido de carbono proposta pelos senadores John McCain e Joe Lieberman; em 2012, quando o conservador Instituto das Empresas Norte-Americanas organizou uma reunião sobre os aspectos económicos de um possível imposto sobre o dióxido de carbono, ele pediu aos financiadores que deixassem de o financiar. É possível, claro, haver oposição de boa-fé à lei do comércio de emissões ou ao imposto sobre o dióxido de carbono – contudo, nos últimos anos, o trabalho de Ebell tem-se centrado em mentiras sobre a ciência e os cientistas. Hoje em dia, como líder da Cooler Heads Coalition [Coligação de Cabeças Mais Frescas], um grupo anti-ciência climática, Ebell nega a veracidade e a metodologia da própria ciência. Ele rejeita os complexos modelos computacionais que foram desenvolvidos por centenas de investigadores dizendo que eles “nem sequer passam o teste do riso”. Se os métodos de Ebell parecem semelhantes aos usados pela indústria tabaqueira nos anos 1990 para negar os efeitos adversos do tabaco na saúde, é porque ele trabalhou como lobista para a indústria tabaqueira.

Quando foi anunciada a nomeação de Ebell, Jeremy Symons, do Fundo de Defesa Ambiental, disse: “Fiquei com um sentimento doentio nas minhas entranhas. (...) Não posso acreditar que tenhamos chegado ao ponto em que alguém tão sem qualificações e intelectualmente desonesto como Myron Ebell tenha sido colocado numa posição de confiança sobre o futuro do ar que respiramos, da água que bebemos e do clima que vamos deixar aos nossos filhos.” Symons tinha razões para estar apreensivo: na quarta-feira, surgiram notícias de que Scott Pruitt, o procurador-geral do Oklahoma, será nomeado dirigente da EPA. Como escreveu Jane Mayer, seria difícil encontrar nos Estados Unidos um funcionário público que esteja mais intimamente ligado à indústria do petróleo e do gás e que se tenha oposto mais ativamente aos esforços da EPA para regular o meio ambiente. Num artigo recente na National Review, Pruitt negou a veracidade da ciência climática; ele liderou os esforços entre os procuradores-gerais republicanos para trabalharem diretamente com a indústria dos combustíveis fósseis na resistência à Lei do Ar Limpo. Em 2014, uma investigação do jornal New York Times revelou que cartas que o escritório de Pruitt enviou à EPA e a outras agências governamentais tinham sido escritas por lobistas da indústria da energia; neste momento, ele está envolvido num processo judicial de vinte e oito estados contra a própria agência para que ele foi escolhido como líder. (...)

E o governo de Trump está em vias de minar a ciência de outra maneira: através do ensino. Os docentes têm várias preocupações em relação a Betsy DeVos, a candidata de Trump para Secretária da Educação – eles colocam objeções aos esforços dela para proteger as escolas charter (semi-autónomas) da regulação governamental, por exemplo. Mas uma questão destaca-se acima de todas as outras: DeVos é uma fundamentalista cristã com uma longa história de oposição à ciência. Se a fé dela vier a moldar as políticas dela – e há indícios de que irá –, ela poderá vir a moldar decisivamente o ensino da ciência, para pior, privando sistematicamente os jovens, numa era em que a biotecnologia irá desempenhar um papel chave na economia e na saúde a nível mundial, de uma compreensão formal da própria base da biologia moderna: a teoria da evolução. (...)

Tomadas isoladamente, as nomeações de Trump são alarmantes. Mas tomadas no seu conjunto elas podem ser vistas como parte de um esforço mais vasto para minar a instituição da ciência e para a privar do seu papel no debate sobre a política pública. Tal como Steve Bannon mina a instituição dos meios de comunicação baseados nos factos, também nomeações como as de Ebell, Pruitt, McMorris Rodgers, Walker e DeVos reforçam a falsa perceção de que a ciência é apenas uma ferramenta politizada das “elites”.

(...) Não são apenas os cientistas que devem lutar ativamente contra esta perigosa tendência. São todas as pessoas que se preocupam com a nossa liberdade, saúde, serviços sociais e segurança como nação – e todas as pessoas que se preocupam com o legado planetário que deixamos aos nossos filhos.

Ler aqui o artigo completo (em inglês).

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“Indocumentados na América de Trump”, por José Antonio Vargas, 20 de novembro

Na noite das eleições, enquanto abria caminho numa multidão reunida frente à sede do canal televisivo de notícias Fox New no centro de Manhattan, um homem branco com um boné da equipa de beisebol dos Mets bateu-me levemente nas costas e disse-me no meio do ruído: “Prepare-se para ser deportado”. Desconcertado, entrei na sala verde e esperei para entrar no ar.

Sou um imigrante indocumentado. Declarei-o de uma maneira muito pública no jornal New York Times em 2011 e desde então tenho aparecido regularmente em programas noticiosos da televisão por cabo, especialmente na Fox, para humanizar a questão muito política e polarizada da imigração. (...)

O que é que vocês irão fazer quando eles começarem a encurralar-nos?

Leia aqui o artigo completo (em inglês).

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A banda Guns N’ Roses convida os fãs no México a subirem ao palco para destruírem uma pinhata de Trump

A meio de uma música que eles estavam a cantar no Palacio de los Deportes na Cidade do México a 30 de novembro, a banda Guns N’ Roses interrompeu a música e fez entrar no palco uma pinhata gigante de Donald Trump. Segundo um relato da revista TIME online, Axl Rose, o líder da banda, disse: “Vamos trazer algumas pessoas [ao palco] e dar-lhes uma maldita vara. (...) Exprimam vocês mesmo tudo o que sentem.” Os fãs subiram ao palco e começaram a bater na pinhata.


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Kareem Abdul-Jabbar: “Não podemos deixar que seja negada justiça por esperarmos. A História tem-nos mostrado repetidamente os horrores a que isto conduz.”

Num artigo a 1 de dezembro na edição online do jornal Washington Post, Kareem Abdul-Jabbar apelou à resistência contra Trump. Escrevendo do ponto de vista dele de proteger “a maior parte dos valores sagrados” deste país, Abdul-Jabbar critica outros e a sua “tática de se esconderem debaixo da cama” – como Jack Rosen, o presidente do Congresso Judeu Norte-Americano que disse que “deveríamos ter uma abordagem de olhar e ver” e Bob Johnson, fundador da Black Entertainment Television [Televisão Negra de Entretenimento] e apoiante de Hillary Clinton, que disse aos afro-americanos que deveriam dar a Trump “o benefício da dúvida”. Ele escreveu que as nomeações que Trump já fez mostram que “estas pessoas e o ponto de vista contra-constitucional delas são um perigo claro e presente” e apelou à desobediência civil sob diferentes formas.

Veja aqui o artigo de Kareem Abdul-Jabbar (em inglês).

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Centro Para a Diversidade Biológica: “Reajamos contra as trevas e lutemos até ao limite”

Na edição de 10 de novembro da sua newsletter online “Endangered Earth” [“A Terra em Perigo”], o Centro para a Diversidade Biológica incluiu uma declaração em que dizia: “Só estamos a pensar numa coisa neste momento: impedir Donald Trump de destruir o planeta.” A declaração continua, dizendo: “Se o Presidente Trump levar a cabo as desastrosas promessas que fez durante a campanha, a Agência de Proteção Ambiental será esventrada, a Lei das Espécies em Perigo será revogada, as florestas antigas serão desbastadas, os acordos globais sobre as alterações climáticas pelos quais lutámos tão duramente serão minados e os poluidores terão rédea solta sobre a nossa água e o nosso ar.”

E o centro compromete-se: “Não há nenhuma maneira em que iremos deixar que isso aconteça.” Leia aqui a declaração completa (em inglês).

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Andrew Sullivan: “A República revoga-se a si mesma”

Andrew Sullivan é um conhecido escritor conservador e comentador online e é atualmente editor colaborador da revista New York. Queremos chamar a atenção dos nossos leitores para um artigo online de 9 de novembro de Sullivan intitulado “A República revoga-se a si mesma”. Embora tenhamos diferenças em relação a Sullivan em geral e com este artigo, em particular em certos aspectos, pensamos que ele assinala importantes pontos que merecem reflexão.

Leia aqui o artigo de Andrew Sullivan (em inglês).

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