Estamos perante o ataque mais
brutal das últimas décadas às condições de vida dos
trabalhadores. A resposta a este ataque não está em propor “boas
soluções” para a crise do capitalismo. Este ataque não pode ser travado com tentativas de
concertação. A resposta a este ataque está na força que os trabalhadores
puserem na luta. Abaixo o governo! 1. Trabalho para todos
2. Combate à pobreza e à degradação do nível de vida
3. Mais justiça social em vez de polícia
4. Greve geral para travar o ataque do capital
29 de Maio de 2010
Colectivo de Comunistas Revolucionários
E por vontade dos patrões as coisas não ficarão
por aqui. Não lhes bastam as alterações ao código do trabalho, os 700
mil desempregados, a subida dos impostos, o corte nos apoios sociais e
no subsídio de desemprego – agora falam à descarada em reduzir
salários e despedir livremente.
Patrões e forças do
poder sabem onde está a fonte de riqueza que os alimenta. Não é por
falta de melhores ideias que espoliam os assalariados. Dar-lhes
conselhos é perda de tempo.
Os últimos anos mostram que a negociação com
patrões e governos resulta contra os trabalhadores sempre que não
assenta em posições de força. E a força vem da luta de massas. Foi
esse o exemplo da luta dos professores e, recentemente, dos
trabalhadores dos transportes e dos supermercados. É esse também o
exemplo dado agora pelos trabalhadores gregos, que disputam na rua,
diariamente, quem pagará a crise.
Só isso travará as medidas do governo. É
preciso forçar o patronato e os seus políticos a pensarem duas vezes
sobre os passos a dar. É preciso que, nas contas que fizer para
resolver a crise, o patronato entre em linha com a resposta dos
assalariados. É preciso forçar o patronato a pagar a crise.
Greve geral para travar o ataque do
capital!
Quatro medidas
para que o capital pague a crise
Ponto final nos despedimentos.
Proibição do lay-off.
Combate ao desemprego reduzindo o horário de trabalho sem reduzir
salários.
Aumento dos salários e pensões, redução do leque salarial.
Uso exclusivo dos dinheiros do Estado e da Segurança Social para
apoio ao emprego e ao bem-estar dos trabalhadores.
Corte drástico nas despesas militares, regresso das tropas em
missões no estrangeiro.
Apoio social aos bairros pobres e às populações imigrantes.
Julgamento e condenação dos especuladores e corruptos.
Fim dos privilégios dos administradores, políticos e patrões.
Abaixo o governo.
Derrotar a política terrorista do PS e do PSD.
Colectivo Mudar de Vida
Colectivo Política Operária