
Este ano, mais de 75 000 pessoas participaram na tradicional manifestação do 1º de Maio dos sindicatos em Montreal, no Canadá. A manifestação fazia parte de uma campanha de um mês desencadeada pelos sindicatos contra a política retrógrada do recém-eleito Partido Liberal na província do Quebeque.
A partir da mesma manifestação, um destacamento “Vermelho e Negro” de 500 pessoas dirigido pelos maoistas do Partido Comunista Revolucionário (Comité Organizativo) do Canadá e por diferentes grupos anarquistas, percorreu as ruas separadamente para expressar o internacionalismo proletário, condenar a ocupação do Iraque e especialmente para se opor à participação militar do imperialismo canadiano na ocupação do Afeganistão.
Chegando ao parque onde a manifestação dos sindicatos estava a terminar, alguns activistas queimaram uma efígie do primeiro-ministro do Quebeque, Jean Charest, espalhando uma grande alegria entre os manifestantes. Então, cerca de 50 polícias anti-motim carregaram sobre todos os que agitassem bandeiras vermelhas. Mas houve oposição firme e vitoriosa dos activistas que usaram vigorosamente os paus das suas bandeiras para autodefesa. Após alguns minutos, os polícias foram obrigados a retirar-se. Pelo menos três manifestantes ficaram feridos.
Durante a manifestação, os maoistas entoaram slogans apoiando as guerras populares no Nepal, no Peru e nas Filipinas e celebrando o 20º aniversário do Movimento Revolucionário Internacionalista.