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Irene à partida de Chipre em direcção a Gaza levando activistas judeus |
Dos dez passageiros, seis eram judeus israelitas: um ex-oficial que iniciou há alguns anos uma carta assinada por pilotos da Força Aérea que se comprometiam a recusarem-se a bombardear cidades palestinianas; o seu irmão, também veterano de guerra; um proeminente activista da paz cuja filha foi morta por um bombista suicida palestiniano; a sua mulher, a filha activista da paz de um general israelita; um repórter da televisão israelita; e um muito conhecido apoiante crítico do sionismo que se descreve a si próprio como sobrevivente do Holocausto. Os outros eram um refugiado da Alemanha nazi que agora vive nos EUA, uma professora universitária de estudos judeus na Alemanha, um biógrafo britânico do famoso autor e sobrevivente de Auschwitz Primo Levi e um fotojornalista britânico. O Irene foi organizado por um grupo de Londres chamado Judeus pela Justiça para a Palestina. Entre os seus patrocinadores estava a mãe do líder do Partido Trabalhista Ed Miliband e do antigo Secretário dos Negócios Estrangeiros David Miliband.
O barco foi cercado por um contratorpedeiro e outros navios de
guerra, por helicópteros e, segundo alguns relatos, submarinos. As
imagens noticiosas mostraram dois navios de guerra a empurrar o
Irene, um de cada lado, e a fazê-lo andar à volta. Quando
dezenas de comandos subiram a bordo, os passageiros não opuseram
nenhuma resistência de qualquer tipo. Mas o ex-piloto israelita
Yonatan Shapira pôs os seus braços à volta do sobrevivente do
Holocausto Reuven Moskovitz, de 82 anos, e recusou-se a ir.
Os comandos aplicaram um taser a Shapira por duas vezes no braço direito. Depois, um capitão naval retirou-lhe o colete salva-vidas, pôs-lhe o taser no tórax e enviou-lhe uma descarga de electricidade para o coração. Ele caiu, puseram-lhe algemas e arrastaram-no, juntamente com o irmão. Eles enfrentam acusações criminais graves. Outros passageiros foram pontapeados e espancados. Todas as máquinas fotográficas foram confiscadas. A professora universitária da Alemanha foi detida por se ter recusado a assinar os documentos de deportação voluntária.
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Irene interceptado a 28 de Setembro perto de Gaza (Imagem reproduzida do sítio das Forças Israelitas de Defesa) |
Um porta-voz do Ministério israelita dos Negócios Estrangeiros e um comunicado militar chamaram ambos à tentativa simbólica do Irene de romper o bloqueio a Gaza uma «provocação».
Contudo, o governo de Israel não pôde e não deseja refrear o uso da bestialidade. Levou a cabo esta batalha por uma elevada posição moral com uma amostra da sua habitual crueldade. Precisava de dar uma lição a essas pessoas, para impedir que outras sigam o seu exemplo.