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| Os representantes da AP-TMI
frente à embaixada dos EUA em Lisboa |
Foram igualmente enviadas cartas em Nova lorque, Estocolmo e Amesterdão dirigidas aos representantes dos EUA e do Reino Unido.
Frente às embaixadas dos EUA e do Reino Unido em Lisboa, porta-vozes da Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque explicaram que, uma vez que a administração norte-americana não reconhece o Tribunal Penal Internacional, e que o governo britânico usou os seus poderes para evitar ser processado por uma guerra ilegítima e ilegal, os cidadãos do mundo tomaram a iniciativa de reclamar justiça. O mundo responsabiliza Bush e Blair pelos crimes cometidos no Iraque.
O TMI é uma iniciativa mundial para reclamar justiça. É seu objectivo registar as graves ilegalidades, os crimes e as violações que foram cometidos no processo que conduziu à agressão contra o Iraque, durante a guerra e na subsequente ocupação, factos estes que continuam a verificar-se até à data. O processo do TMI consiste em comissões de inquérito e sessões realizadas pelo mundo, que investigam várias questões relacionadas com a guerra no Iraque, o papel das Nações Unidas, os crimes de guerra e o papel dos média, bem como a devastação social, política, ambiental e cultural levadas a cabo.
De 23 a 27 de Junho de 2005, no início do terceiro ano da ocupação do lraque, a sessão final terá lugar em Istambul. Esta sessão tomará uma decisão com base nos resultados das sessões anteriores e em novos relatórios e testemunhos, a fim de avaliar as implicações da agressão contra o Iraque para todo o mundo.
Bush e Blair são convidados a defender-se perante o júri de consciência em Istambul. A audiência de Istambul culmina um processo já iniciado e é ponto de partida para um processo que tem de ser prosseguido.
Notas:
(1) A carta é assinada pelas seguintes pessoas:
Em nome do Painel de Advogados do TMI
- Richard Falk - Prof. of International Law, University of Santa Barbara
- Ken Coates - Chairman, Bertrand Russel Peace Foundation, former European Parliament Member
- Baskin Oran - Prof. of International Relations, Faculty of Political Sciences, University of Ankara
- Nadje AI-Ali - Dr. of Social Anthropology, University of Exeter
- Joel Kovel - Prof. of Social Studies, Bard College
- Denis J. Halliday - Former Assistant UN Secretary General 1994-1998, UN Humanitarian Coordinator for Iraq (1997-1998)
- Jayan Nayar - Dr. of Law, University of Warwick
- Hans von Sponeck - Former UN Assistant Secretary-General and UN Humanitarian Coordinator for Iraq (1998-2000)
- Haifa Zangana - writer, painter and human rights activist.
Em nome da Audiência Portuguesa do TMI
- Cristina Meneses, antropóloga
- Domingos Lopes, advogado
- Eduardo Maia Costa, procurador-geral adjunto
- Guadalupe Margarido, professora
- José Mário Branco, músico
- Manuel Monteiro, vendedor
- Manuel Raposo, arquitecto
- Margarida Vieira, funcionária pública
- Mário Tomé, coronel
- Paulo Esperança, funcionário público
- Pedro Goulart, professor
- Vladimiro Guinot, electricista
(2) Em anexo, uma cópia da carta.