Do Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG) de 5 de janeiro de 2017, aworldtowinns.co.uk

Combateremos a República Islâmica do Irão,
organizaremos o povo para a revolução!
Morte à República Islâmica –
Lutar por uma nova república socialista no Irão!

Excertos da Análise do Partido Comunista do Irão (Marxista-Leninista-Maoista) Sobre a Insurreição dos Oprimidos no Irão (o texto integral estará disponível em breve):

“O marxismo consiste em milhares de verdades, mas todas elas se resumem a uma frase: é justo revoltarmo-nos contra os reacionários!” (Mao Zedong)

Uma enorme tempestade social emergiu para enterrar o regime islâmico do Irão. (...) Não devemos permitir que as grilhetas da opressão apenas estremeçam mas não se quebrem, como aconteceu em 1979. O movimento popular passou rapidamente das reivindicações económicas e do descontentamento em relação à inflação para palavras de ordem com “Morte a Khamenei!” [o “Líder Supremo” da RII]. (...) A insurreição das massas não está a ser causada por lutas entre diferentes fações do sistema. O protesto popular e a insurreição são causados pelo sistema económico capitalista que se caracteriza pela tirania religiosa, pela injustiça e pela extrema discriminação, pobreza, subemprego e desemprego elevado e repressão de todas as formas de protesto. (...) A principal causa da insurreição popular está nas relações económicas do capitalismo: por um lado, a riqueza produzida pelo labor de milhões de pessoas está concentrada nas mãos de um pequeno grupo de parasitas e, por outro, as massas são privadas dos frutos do seu próprio trabalho e não têm os mais básicos direitos humanos.

Em termos políticos, esta insurreição visa todo o sistema e os seus governantes. Em termos da extensão e composição de classe, dos círculos envolvidos na luta, da amplitude geográfica e do radicalismo político e prático, não tem paralelo na história da República Islâmica do Irão [RII]. (...) Desta vez, as forças motrizes do movimento são sobretudo a classe operária, os trabalhadores e as massas de pobres e desempregados concentradas nas pequenas cidades. Todas as forças políticas da velha ordem, de Trump e Netanyahu aos Mujahideen e aos monárquicos, estão a lutar para gravarem os nomes reacionários delas neste movimento e para imporem as alternativas delas, as quais não são qualitativamente diferentes da atual ordem. (...) Trump, o presidente fascista dos Estados Unidos e o vice-presidente dele, Michael Pence, cujos negros pensamentos religiosos não são muito diferentes dos dos mulás do Irão, querem substituir o regime do Irão por um poder como o da Arábia Saudita para melhor servir os interesses dos EUA.

Num movimento para a revolução, o slogan “em nome da humanidade, temos de expulsar o regime de Trump e Pence” deveria ser um importante slogan. O regime islâmico do Irão deve ser derrubado. Qual é o conteúdo social desse derrube e que tipo de república deve ser construído sobre as cinzas dele para representar os interesses imediatos e de longo prazo da maioria das pessoas, incluindo os operários, os trabalhadores das cidades e dos campos, as mulheres, os intelectuais progressistas, as classes médias, as diferentes nacionalidades e os imigrantes afegãos?

Esse derrube envolve a separação entre religião e estado... acabar com o sistema repressivo de segurança e militar da República Islâmica... assegurar a liberdade e a igualdade das mulheres no sistema jurídico e na sociedade... uma incondicional igualdade entre todas as pessoas sem discriminação nem distinções. (...)

O derrube da República Islâmica é o primeiro passo para cortar a mão do sistema capitalista mundial da vida económica, social e política deste país. (...) Sem se derrubar este regime, nem sequer se pode dar o primeiro passo para restabelecer o meio ambiente. Muitos dos slogans deste movimento são ricos e educativos e gravaram importantes factos nas mentes das pessoas, mas importantes reivindicações e slogans, como a abolição do véu obrigatório e a liberdade e igualdade para as mulheres, a eliminação da opressão nacional contra as etnias não-persas, não têm sido expressas em nenhum dos protestos e concentrações. (…) Além disso, alguns slogans violam completamente as reivindicações das pessoas. Por exemplo, slogans que apoiam o regresso da família real do Xá ao Irão, têm origem numa análise superficial e impulsiva da República Islâmica. (...) Face à brutal repressão que a polícia e a Basij (milícia) estão a usar contra os manifestantes, é um óbvio direito das pessoas defenderem as vidas delas com uma resistência violenta. (…)

[Além da violenta repressão], que é a sua principal política, por causa da liderança reformista, o regime está a mobilizar os estratos médios, aterrorizando-os com medo da “síria-zação do Irão” e da instabilidade social. Organizar o movimento revolucionário das mulheres no movimento popular pode ter um efeito decisivo na qualidade, continuidade e popularização do movimento. (...) Tem de surgir um novo movimento estudantil que apoie a exigência de derrube do regime. (...) É necessário que ocorram grandes mudanças na maneira de pensar e nos valores dos que estão envolvidos nestas lutas para que este movimento possa encontrar a força e a qualidade para continuar a resistir a um inimigo forte. Uma parte importante das pessoas envolvidas na guerra de hoje contra o regime da República Islâmica tem de compreender profundamente o conteúdo alternativo da nova república socialista e de querer lutar por isso. A formação de uma tal força, mesmo que pequena, irá afetar enormemente o caráter do movimento.

Dois documentos chave que servem esta luta irão ser publicados em breve pelo Comité Central do Partido Comunista do Irão (MLM): “O manifesto e o programa revolucionário para a revolução comunista” e “O caráter e a função do novo estado: A nova república socialista no Irão”. Para chegarmos à nova sociedade, precisamos de um roteiro e de uma liderança. No Irão, o nosso partido assumiu a responsabilidade pela liderança. A coluna vertebral do nosso roteiro para o derrube da República Islâmica é a ciência do comunismo – a nova e desenvolvida ciência do comunismo.

O comunismo foi fundado por Marx e Engels e desenvolvido por Lenine e Mao Zedong no decurso das grandes revoluções socialistas do século XX. Após a dolorosa derrota destas revoluções, a necessidade de desenvolver esta ciência foi assumida pelo maior marxista de nossa era, Bob Avakian, o líder do partido e da revolução comunista nos EUA. O que nos permitiu desenvolver o manifesto e o programa da revolução comunista no Irão, e a Constituição de um novo estado socialista do Irão, foi compreender e aplicar esta ciência da emancipação. (...) Todos os membros e apoiantes do partido têm de se lembrar que todas as lutas que hoje levamos a cabo devem servir o objetivo de estabelecer o novo estado socialista no Irão e a emancipação de toda a humanidade em todo o mundo.

O Partido Comunista do Irão (Marxista-Leninista-Maoista)

2 de janeiro de 2018

(O documento completo está disponível em persa em: www.cpimlm.com.)