Do Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG) de 16 de agosto de 2017, aworldtowinns.co.uk

Colômbia: Fora Pence! É preciso parar o regime de Trump e Pence!

O Presidente norte-americano Donald Trump ameaçou desencadear uma “opção militar” contra a Venezuela, porque “as pessoas estão a sofrer, estão a morrer”. Procurando angariar apoio para impor uma mudança de regime a partir do que ele chamou a preocupação dele com a “democracia”, enviou o seu vice-presidente Mike Pence numa digressão de uma semana para falar aos dirigentes de alguns dos principais regimes dependentes dos EUA na América Latina, começando na Colômbia e indo depois à Argentina (onde em 1976 os EUA forneceram um amplo apoio financeiro e de armas para um golpe militar que fez “desaparecer” cerca de 30 mil pessoas), ao Chile (onde em 1973 a CIA ajudou a organizar um golpe de estado contra o governo eleito de Salvador Allende, matando milhares de pessoas e forçando toda uma geração ao exílio) e ao Panamá (cujo presidente foi diretamente derrubado pelas tropas invasoras dos EUA em 1989).

O seguinte comunicado foi publicado, antes da visita de Pence, pelo Grupo Comunista Revolucionário da Colômbia no jornal Alborada Comunista (acgcr.org).

FORA PENCE!
É preciso parar o regime de Trump e Pence!

O vice-presidente dos Estados Unidos, o ultraconservador Mike Pence, estará na Colômbia este 13 e 14 de agosto como parte de uma digressão que inclui a Argentina, o Chile e o Panamá.

Oficialmente, Pence irá ter reuniões com dirigentes dos governos e com empresários para “o aprofundamento dos laços bilaterais de comércio e investimento na região” e para “continuar com o apoio (...) à cooperação na segurança, à participação empresarial, à agricultura e ao desenvolvimento de infraestruturas”.

O que Pence realmente vem fazer é alinhar as hostes dele, no que os EUA têm considerado pejorativamente o seu “pátio traseiro”, ao serviço dos seus interesses imperialistas (a que eles chamam “laços” e “apoio”), mas em especial em torno dos planos de “mudança de regime” na Venezuela.

Como antecipação, há algumas semanas o diretor da CIA Mike Pompeo visitou os presidentes do México e da Colômbia, “ajudando-os a compreenderem as coisas” da “transição” na Venezuela, como o próprio salientou num recente fórum em Aspen, Colorado, EUA.

Isto não é de somenos importância. O fundamentalista cristão Mike Pence e o fascista colérico Donald Trump, juntamente com toda uma equipa de supremacistas brancos, xenófobos, fundamentalistas e odiadores de mulheres, comandam a maquinaria de dominação mais poderosa do mundo.

O regime de Trump e Pence, além de ser um grave perigo para os imigrantes, os latino-americanos e os muçulmanos, para o povo negro e para as mulheres nos Estados Unidos e para muitas mais pessoas, também representa um grave perigo para todo o planeta e um grave perigo para a verdade e o pensamento crítico e científico em todo o lado.

Embora Trump funcione como líder e testa-de-ferro de todo um regime, Pence tem sido o maior pilar e o principal agente nos bastidores. Católico convertido ao evangelismo, é “um cristão, um conservador e um republicano, por esta ordem”, segundo as próprias palavras dele. Não faz nenhum esforço para esconder o apego dele ao que considera serem os valores tradicionais da família nem a hostilidade dele ao aborto e ao casamento entre parceiros do mesmo sexo. Acredita que a homossexualidade é uma doença que pode ser “curada”.

Um reacionário total em tudo. Para dizê-lo sem rodeios, Pence é a versão cristã dos talibãs no Afeganistão, na imposição de uma ordem fundamentalista religiosa.

Escolheram-no para conseguir que a elite do Partido Republicano, os evangelistas e os ultraconservadores engolissem o sapo que Trump representa. Eles desconfiam de Trump porque no passado apoiou os Democratas, porque foi mais aberto em temas como o aborto e tem em cima dele demasiados escândalos. Pence fornece a Trump as credenciais conservadoras dele e uma experiência política chave para se apoiar no Congresso.

Mas que querem os imperialistas ianques combinar na Colômbia?

Numa grande parte do mundo, o imperialismo ianque está atolado em guerras pelo império, está preso em combates com as forças historicamente obsoletas do jihadismo islâmico, ao mesmo tempo que os dois se reforçam mutuamente um ao outro numa dinâmica mortífera e opressora para centenas de milhões de pessoas.

Os Estados Unidos também enfrentam desafios vindos da China como potência económica e militar em ascensão, e uma rivalidade interimperialista com a Rússia e a Europa.

Embora na América Latina se tenha vindo a reverter a “maré rosa” do chamado “socialismo do século XXI” com o regresso dos velhos patriarcas no Brasil e na Argentina e com o retrocesso iniciado no Equador, para os ianques é crucial terem completamente sob a sua palmatória o seu pretenso “pátio traseiro”.

Daí que os Estados Unidos e as classes dominantes tradicionais da região tenham pressa em dar o golpe de graça ao regime chavista venezuelano.

A Venezuela está hoje numa profunda crise económica. E o governo está a implementar uma dura repressão. Entre os progressistas há muita confusão sobre a maneira de avaliar estes acontecimentos. Alguns inclinam-se a apoiar o governo venezuelano.

Mas a “revolução bolivariana” NÃO foi uma verdadeira revolução. Apesar das melhorias na situação de alguns setores do povo durante algum tempo, esse atual regime não é socialista nem representa um modelo para a libertação. Representa forças nacionalistas burguesas.

Contudo, nem os Estados Unidos nem a Colômbia têm nenhum direito a interferir nos assuntos internos da Venezuela.

É preciso impedir que os imperialistas ianques sejam bem-sucedidos tanto na Venezuela como no resto do mundo, incluindo nos Estados Unidos.

Está em jogo o futuro do mundo. É necessário que apoiemos as forças que nos Estados Unidos se estão a organizar para parar o regime fascista de Trump e Pence, em especial os comunistas revolucionários aí.

É verdade que a possibilidade de afastar do poder Trump e Pence é muito difícil, mas também é verdade que existe uma base material real para parar este regime fascista. Não há garantia de que venha a acontecer, o que há é uma garantia de que sem luta isso não será conseguido.

Isto não é algo que só interesse às pessoas nos Estados Unidos. É necessário que haja uma resistência global a uma ameaça global.

Perante nós coloca-se uma questão vital: De que lado estamos? Tomemos partido pela humanidade e atuemos em conformidade com isso!

O regime FASCISTA de Trump e Pence é um grave perigo para a humanidade e é preciso pará-lo! IANQUES FORA! IANQUES GO HOME!

Grupo Comunista Revolucionário da Colômbia, agosto de 2017